[Que imagem Maravilhosa]

[A luz da lua fica bonita na tua pele]
Entre as unhas, entre dentes
A sua mão na minha
cintura

[Saudade]

Não existe nada entre a gente
O contato dos nossos corpos provoca
Vácuo
Saliva escorre feito veneno
Talvez, seja minha lua em escorpião
ou talvez seja só
vontade
A lua está cheia
Completamente cheia
E eu também

Vontade

Eu percebo
A cada vez que você diz
“Saudade”
E eu sei qual das marcas
Você quer deixar em mim

Mas a verdade
é que você deixou
As duas
uma na barriga
Outra noutro lugar

-e a culpa é d’outro texto-

Faísca

Tudo que me lembro, é da taça de vinho, ela deitada no teu colo e uma paisagem surreal e estrangeira atrás. No seu texto, ela te pedia que enchesse mais uma taça, aqui, no bar, você pediu uma Coca. A imagem que suas palavras desenhavam na minha mente não pertenciam ao Brasil. Alguma planície da Itália talvez? a localização pouco importa, o próprio texto pouco importa. Por alguns segundos, imaginei quem seria a moça, essa que pede mais vinho. A pintei pequena, sardenta, com cabelos curtos, cacheados e escuros, muito escuros. Mas ela também, pouco me importa, bem como o caderno que eu folheio calma e enfaticamente. O caderno que você trouxe. Eu percebi seu incômodo e, enquanto te lia, você me observava inquieto.
Suas mãos, sempre nervosas, se embolavam, entrelaçavam os cabelos, uma na outra, corriam a mesa e logo, alcançaram o celular.
Fingi continuar lendo, sorrindo por dentro com a situação. Estava me deliciando com seu desconforto. É, talvez eu não seja tão fofa assim. Fingi não perceber também a foto que, intrometida, capturou meu riso divertido com a situação.
Continuei fingindo ler mais algum tempo, esticando ao máximo esse instante, que esboçava o início de alguma intimidade entre nós. Sei, para você foi uma eternidade, mas por mim, teria passado a noite ali, sorrindo sua  repentina timidez.
Você é muito transparente, intenso.
Você transborda, queima.
Talvez seja isso que me encanta, embora com certo receio, eu sempre admirei o fogo.

Akai Ito III

Sou filha da lua
vivo em concha
Afetuosa
Nado em água forte
e ferroo, venenosa
[Quantos seres cabem em mim?]

Sou feita de onda
de neblina
Sou tempestade
garoa, chuva
e não tem vento que me mova
ou me represe

Bato forte
assopro vento
minhas estrelas
Não tem norte

[A][M][O][R]

O amor,meus amores
é uma eterna
dança de entrega.
E eu, sou egoísta.

[ “Não se mate

Carlos, sossegue, o amor
é isso que você está vendo:
hoje beija, amanhã não beija,
depois de amanhã é domingo
e segunda-feira ninguém sabe
o que será.”]

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