Geladeira

Não sou Penélope
Não me faça
de espera

Não me ateie fogo
Não me inflame
Se não pretende queimar
Junto

E nunca
Nunca
Fale mais
Do que pode se doar

Quem espera, sempre al[cança]

Cesura

Se tivesse cicatrizes
de todas as violências
que vivi,
Não teria pedaço de pele
que não houvesse sido tocado
Por lâmina, ácido ou fogo

Seria feita
de carne viva

Ao contrário disso,
minhas marcas dormem
por sob a pele
Vez ou outra impelem-se a sair
dar as caras
e abrir feridas

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