Bolorento

Essa casa é de um úmido pesado

Que mofa tudo
A mangueira do bebedouro da geladeira
O botão que aperta pra sair água
Os armários do banheiro
As caixas no chão do ateliê
As pessoas
De tudo crescem fungos
dos quais tiro o chapéu, na tentativa de mascarar a sujeira

Um comentário em “Bolorento

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  1. Esse poema me lembrou o filme Nausucaä, do Miyazaki, com o fungo tomando tudo, mas para purificar as coisas.
    Sei que a imagem do fungo no seu poema é outra. O fungo, o bolor, me fez pensar em coisas não tratadas, ignoradas. Em memórias, passado. E A umidade vem ajudar a revelar isso. Não é à toa que os seus textos muitas vezes trazem água…

    Curtido por 1 pessoa

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